Em virtude de um problema estomacal, segundo a assessoria de imprensa do evento, o líder e vocalista do grupo, Lemmy Kilmister, não pôde realizar o show. Para matar a vontade, ou deixar grande parte da massa, que lotou a arena Anhembi (SP), com água na boca, o Sepultura se juntou a Phil Campbell, guitarrista, e Mikkey Dee, baterista, do Motörhead, para uma mini apresentação, lógico tudo de última hora, sendo assim, pode-se dizer que esta parceria deu muito certo.
Com muito peso, as bandas levantaram o público e gritou ‘Lemmy’,em homenagem ao vocalista do grupo inglês. Porém, quem é fã da banda, como eu, a falta do lendário roqueiro fez a noite perder um pouco do brilho.
Com a galera animada era chegada a vez do Judas Priest subir no palco e fazer o melhor show da noite. E, quem foi para ver a força vocal de Rob Halford não se decepcionou. Além de mostrar que está em excelente forma, a apresentação da banda inglesa foi estendida por conta da performance reduzida da atração anterior, fato que levaram os fãs a loucura.
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| Foto: João Lucas |
A empolgação da massa era tanta que Rob voltou duas vezes ao palco após, teoricamente,ter encerrado a apresentação. Com isso,, o Judas tocou 15 músicas, a maioria sucessos que consagraram o grupo. Dentre elas “Love Bites”, “Breaking Law”,“Painkiller”, entre vários outros. Claro, Rob levantou a multidão ao aparecer pilotando sua potente moto, ao som de "Hell Bent for Leather" Outro fator interessante, é que o telão, montado no palco, mostrava diferentes imagens conforme a performance da banda acontecia.
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| Foto: Carolina da Luz |
Depois da acachapante apresentação do Judas Priest coube ao Ozzy fechar a noite. Conhecido pelo seu carisma, o príncipe das trevas, levou a massa ao delírio ao tocar sucessos do Black Sabbath como: “Paranoid”, “War Pigs”,”Iron Man” e” Fairies Wear Boots”. Porém, por mais que ele tentasse animar o público com gritos “Eu amo vocês”, parecia que a galera já estava “morta”. A meu ver, o Ozzy ainda tem gás, mas, ele precisa saber escolher, ou quem sabe estender sua setlist.
Com muitos sucessos na carreira, de mais de 40 anos, 13 canções é um número muito baixo. Claro, tem que se considerar a idade avançada, mas de todo modo, eu esperava algo mais. Talvez seja pedir demais, mas infelizmente, esta apresentação do Ozzy não foi a melhor que eu já vi.
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| Foto: João Lucas |
Além dos “Monstros” consagrados do rock, o festival, como característica, trouxe várias bandas, e uma delas se destacou. Rival Sons trouxe um som que nos lembra o rock dos anos 70 e o vocalista, Jay Buchanan, com uma voz super potente.
E a primeira noite do festival teve surpresas desagradáveis, performances surpreendentes e um mito do rock fechando a noite.
Claro não poderia terminar esta matéria sem demonstrar minha indignação com a área destinada á Pessoa Com Deficiência, mais uma vez longe do palco e limitando estas pessoas de curtirem a verdadeira “vibe” de um festival. E, por isso, não fiquei nela.



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