sexta-feira, 1 de maio de 2015

Simpatia, animação, problemas técnicos e baixo público marcam apresentação de Marcelo D2 em Uberlândia

Mesmo depois das 5h da manhã, mesmo depois de um show com  aproximadamente 1h20 de duração, Marcelo D2 esbanjou simpatia e trocou uma ideia, mesma que rápida, comigo e meus amigos.  Bem humorado, D2 falou da “odisseia” que viveu nesta quinta-feira (30) para chegar à Uberlândia, no Triângulo Mineiro.

O cantor contou que quando chegou ao aeroporto do Rio de Janeiro pela manhã, os fiscais não deixaram ele embarcar, isso porque, a foto da identidade dele estava rasgada. Resultado?  Perdeu o voo. Com o atraso, Marcelo também perdeu a conexão que faria antes de desembarcar na cidade mineira, consequentemente, D2 não teve tempo para descansar.


Fora a exaustiva viagem, o músico também enfrentou sérios problemas com o som, que segundo o próprio, estava uma “M”. No entanto, o rapper  absorveu a energia da galera, que não compareceu em bom número, mas compensou em animação, e fez uma apresentação empolgante.

Tocando sucessos que o consagraram como um dos maiores músicos e compositores de sua geração, ao misturar rap, samba e hip-hop.  Marcelo fez a massa tirar o pé do chão.  Da carreira solo, ele praticamente tocou, na íntegra o álbum “ A procura da Batida Perfeita”. E lembrou  de companheiros que já se foram como: Chorão, Bezerra da Silva, o qual homenageou  ao cantar “Malandragem Dá Um Tempo”, entre outros.

Apesar do público estar fazendo “barulho” com as canções da carreira solo de D2, a galera foi ao delírio, mesmo, quando ele tocou sucessos do Planet Hemp, banda que o revelou. “Mantenha o Respeito” e “Contexto” foram alguns hits da banda carioca relembrados.

Amigão de todas as horas Vandré, ele é o responsável de poder conhecer o D2.
Obrigado


Sobre o Planet, que volta e meia, faz apresentações esporádicas, o músico agradeceu o carinho dos fãs, relembrou o ex-companheiro, Skunk, já falecido,  porém descartou a possibilidade de fazer um álbum, com músicas inéditas do grupo.

Assim foi o retorno de Marcelo D2 à Uberlândia após 10 anos, com muita animação, porém com pouco público e também problemas técnicos.

Além destes problemas técnicos e de divulgação, a organização deixou a desejar, pelo menos no que se diz respeito a pista normal, isso porque muitas mulheres reclamaram da fila no banheiros e a pouca quantidade de sanitários.

Conclusão Marcelo D2 salva noite que poderia ter sido um desastre.
Aninha D2 e Eu. Valeu Aninha pela Paciência

terça-feira, 28 de abril de 2015

Surpresas, reencontros e muito peso marcam a primeira noite do Monsters Of Rock

Ver Ozzy, Judas Priest e Motörhead com certeza é muito bom, mas fazer isso na companhia de amigos e, ainda ter a possibilidade de criar novas amizades é muito melhor.

Eu já tinha ótimas expectativas do Montes Of Rock, mas estas expectativas foram superadas. Antes de ir ao Anhembi, local do evento, reencontrei a Carol, uma amiga que não via há  mais de 10 anos, isso já valeu minha viagem.

Ela está morando e trabalhando em São Paulo e, curiosamente, na parte técnica de uma televisão.

Para minha surpresa, ela se juntou ao meu grupo de amigos, formado por Raimundo, Fausto, Fernando  e eu, para um dia de rock pesado. 

 Foto: Fernando
 
Eu, Carol, Raimundo e Fausto no portão 19
Logo na entrada do portão 19, o grupo percebeu a vantagem de ter, entre seus integantes, uma pessoa com deficiência. Bem para quem não me conhece, tenho um pequeno problema no lado esquerdo, mas que não me atrapalha em nada, aliás, gosto muito dele, afinal é uma parte minha.

Tirando esta pequena explicação, fora do contexto, vamos ao que importa. Ao ver o tamanho da fila, os meus amigos pegaram um “pequeno atalho” para entrar no festival, minto dois deles se separaram para buscar ingressos.

Então, os três mosqueteiros, Carol, meu velho companheiro e irmão, Raimundo, e eu entramos no festival. Logo de cara, notei o palco um pouco longe. Então pedi o auxilio dos bombeiros para me acompanhar, juntamente com meus amigos até o palco.

Segunda surpresa do dia, o bombeiro, que estava trazendo a cadeira de rodas, lembrou-se de mim. Isso porque, há menos de um mês, o mesmo profissional, que infelizmente não me recordo o nome, me ajudou no Lollapalooza, na ocasião, nós demos uma volta em Interlagos.

O meu “motorista” parou na área destinada para pessoas com deficiência, que para variar é longe do palco e pequena. Resultado, deixei a cadeira de rodas lá e fui mancando um pouco mais para frente, tudo na companhia dos meus amigos.
Agorinha vou pular a grade

Nós ficamos na grade lateral, perto da produção que transmitia o evento. Foi um pulo para a Carol passar a grade, cumprimentar o pessoal e, ainda de quebra conseguir um freelance. Ficamos lá, eu e o Raimundo na grade, enquanto a Carol se acomodava na produção para dirigir as filmagens do próximo show. Rival Sons tocou, ela ganhou uma folguinha e levou água para a gente, olha, precisava tava quente e a água tava cara.


Pouco tempo depois, a terceira boa notícia, Dudu, um cara superlegal que estava trabalhando com a Carol, chegou, conversou comigo e me deu uma pulseirinha de acesso livre. Falei com o Raimundo, ele ficou de boa, no mesmo lugar até o fim da noite. 

Para passar a grade, teria que andar um bocado, com uma multidão no caminho ficou difícil, solução? Pular a grade. Claro precisava de ajuda, foi aí que aconteceu mais uma surpresa. O segurança me reconheceu do SWU e, com a ajuda dele e mais a do pessoal que estava próximo a mim, pulei a grade.

Acesso livre, colei na frente do palco. Detalhe mesmo com a pulseira, os bombeiros, que não me conheciam, ficaram preocupados com o meu equilíbrio, por conta do piso ser desnivelado e, por isso queriam me tirar daquele lugar. 

Dei um pouquinho de trabalho para a Carol, ela teve que me buscar e explicar a situação e, depois de um tempo conversando, fui ficar com a equipe da produção.

Foto: Carol
Olha a turma trabalhando
Enquanto a Carol trabalhava, eu curtia os shows do  Motörhead com o Sepultura, Judas Priest e Ozzy. Eu conheci várias pessoas. O que foi emocionante. Perceber que o Francisco, o Edmilson, o Dudu e, toda a galera da Jotaeme Produções se divertiu trabalhando, me fez confirmar um pensamento que tenho, o importante é ser feliz, Só tenho que agradecer o carinho que  tiveram comigo, sensacional. A Carol suou a camisa literalmente e, mesmo trabalhando curtiu cada momento. 

Com o fim do evento me despedi da Carol, reencontrei o Raimundo, que estava super cansando e feliz com os shows que acompanhou. Lógico, peguei a cadeira de rodas novamente e fui até o ponto de encontro da excursão.

Um dos melhores eventos que já fui, cheio de surpresas, reencontros e rock pesado. Só posso pedir mais.




segunda-feira, 27 de abril de 2015

Judas Priest faz melhor show e ofusca Ozzy na primeira noite do ‘Monsters Of Rock’

Já imaginou “Ace of Spades” e “Overkill”, clássicos do Motörhead, na voz do Andreas Kisser, guitarrista do Sepultura? Não, pois é, foi isso que  aconteceu.  A primeira noite do “Monters” Of Rock”, neste sábado (25), foi marcada por uma performace, no mínimo inusitada do Motörhead.

Em virtude de um problema estomacal, segundo a assessoria de imprensa do evento, o líder e vocalista do grupo, Lemmy Kilmister, não pôde realizar o show. Para matar a vontade, ou deixar grande parte  da massa, que lotou a arena Anhembi (SP), com água na boca,  o Sepultura se juntou a Phil Campbell, guitarrista, e Mikkey Dee, baterista, do  Motörhead, para uma mini apresentação, lógico tudo de última hora, sendo assim, pode-se dizer que esta parceria deu muito certo.


Com muito peso, as bandas levantaram o público e gritou ‘Lemmy’,em homenagem ao vocalista do grupo inglês. Porém, quem é fã da banda, como eu, a falta do lendário roqueiro fez a noite perder um pouco do brilho.

Com a galera animada era chegada a vez do Judas Priest subir no palco e fazer o melhor show da noite. E, quem foi para ver a força vocal de Rob Halford não se decepcionou. Além de mostrar que está em excelente forma, a apresentação da banda inglesa foi estendida por conta da performance reduzida da atração anterior, fato que levaram os fãs a loucura.

Foto: João Lucas


A empolgação da massa era  tanta que Rob  voltou duas vezes ao palco após, teoricamente,ter encerrado a apresentação. Com isso,, o Judas tocou 15 músicas, a maioria sucessos que consagraram o grupo. Dentre elas “Love Bites”, “Breaking Law”,“Painkiller”, entre vários outros. Claro, Rob levantou a multidão ao aparecer pilotando sua potente moto, ao som de "Hell Bent for Leather" Outro fator interessante, é que o telão, montado no palco, mostrava diferentes  imagens conforme a performance da banda acontecia.

Foto: Carolina da Luz


Depois da acachapante apresentação do Judas Priest coube ao Ozzy fechar a noite. Conhecido pelo seu carisma, o príncipe das trevas, levou a massa ao delírio ao tocar sucessos do Black Sabbath como: “Paranoid”, “War Pigs”,”Iron Man” e” Fairies Wear Boots”. Porém, por mais que ele tentasse animar o público com gritos “Eu amo vocês”, parecia que a galera já estava “morta”. A meu ver, o Ozzy ainda tem gás, mas, ele precisa saber escolher, ou quem sabe estender sua setlist.

Com muitos sucessos na carreira, de mais de 40 anos, 13 canções é um número muito baixo. Claro, tem que se considerar a idade avançada, mas de todo modo, eu esperava algo mais. Talvez seja pedir demais, mas infelizmente, esta apresentação do Ozzy não foi a melhor que eu já vi.

Foto: João Lucas

Além dos “Monstros”  consagrados do rock, o festival, como característica, trouxe várias bandas, e uma delas se destacou. Rival Sons trouxe um som que nos lembra o rock dos anos 70 e o vocalista, Jay Buchanan, com uma voz super potente.

E a primeira noite do festival teve surpresas desagradáveis, performances surpreendentes e um mito do rock fechando a noite.

Claro não poderia terminar esta matéria sem demonstrar minha indignação com a área destinada á Pessoa Com Deficiência, mais uma vez longe do palco e limitando estas pessoas de curtirem a verdadeira “vibe” de um festival. E, por isso, não fiquei nela.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

União entre música clássica e metal emociona público em São Paulo



No último dia 02 de junho chegava ao Brasil pela segunda vez a banda finlandesa  Apocalyptica. O quinteto já se apresentou no país, abrindo o show da banda norte-americana Megadeth.

Formada desde 1993, o grupo se destacou pelo seu conhecimento musical e por unir a música clássica ao heavy Metal. Composta originalmente por quatro violoncelistas, o grupo se destacou desde seu primeiro CDPlays Metallica by Four Cellos”,tocando músicas do Metallica.

Com o passar dos anos a banda se aperfeiçoou, chegando a formação atual, tendo como integrantes três violoncelistas, (Eicca Toppinen Paavo Lötjönen e Perttu Kivilaakso) o baterista (Mikko Sirén) e um vocalista convidado para a turnê (Tipe Johnson

            Ao todo já foram lançados sete álbuns, sendo o último o  7th Symphony, lançado no ano de 2010. A união destes estilos musicais proporcionou aos clássicos do rock uma reinvenção inimaginável, tocando covers de Iron Maiden, Black Sabath, Sepultura entre outros...  Mas se enganam aqueles que pensam que eles não criam. As composições inéditas geralmente tem convidados  de peso. Já gravaram com eles os vocalistas Adam Gontier do Three Days Grace e Corey Taylor do Slipknot entre outros...

A apresentação do último sábado (02\06) no pequeno espaço do carioca club em SP, que estava completamente lotado levou os fãs ao delírio. Em pouco mais de uma hora e meia de duração, o show contou com os tradicionais covers do Metallica e Sepultura, além de composições próprias.

Demostrando muita empolgação e alegria em voltar ao Brasil, a banda conversou e brincou com público, regendo a massa que acompanhava cada acorde e cada batida das músicas.

Esperamos que a harmonia entre a bateria e os violoncelos permaneção afiadas e eles possam voltar ao Brasil para emocionar os fãs que já estão sedentos pela próxima apresentação.

Segue abaixo links de algumas músicas do Show

 






domingo, 8 de abril de 2012

75mil pessoas vão ao deliro com a apresentação do Foo Fighters


Por: Igor Castanheira

Bom pessoal, mais um festival mais uma incrível experiência. Peço licença a todos que acompanham o blog e estão acostumados com matérias curtas e objetivas. Não é possível descrever a emoção vivenciada na noite deste (07\04\2012) em poucas palavras.
Em sua primeira edição no país o Lollapalooza surpreendeu pela sua pontualidade, por outro lado apresentou os mesmos problemas que já são comuns em eventos deste porte, tais como: a dificuldade de sair do local após o término do ultimo show e conviver com os preços abusivos das bebidas e alimentos.
Dividido em cinco palcos o festival apresentou versatilidade, entretanto quem quisesse acompanhar vários artistas não teve vida fácil. Os shows foram rigorosos nos horários, fazendo com que o público se dividisse entre os dois palcos principais. O erro da organização foi ter colocado Joan Jett logo antes da atração mais aguardada de todo o festival, o Foo Fighters. Infelizmente que decidiu acompanhar o show de umas das divas do Rock, não conseguiu um bom lugar para ver a ultima atração.
Realizado no  Jockey Club de São Paulo, o festival reuniu no primeiro dia bandas desconhecidas do grande público, tendo como destaques O Rappa que se apresentou juntamente com as  "raparigas" que acompanham o grupo em algumas músicas e encantaram o públicos com os violinos e violinos e violoncelos. Apresentando grandes sucessos eles levantaram a massa. Outras grandes atrações foram da musa Joan Jett e dos norte-americanos dos Foo Fighters.
Liderados por Dave Grohl, a banda encerrou o primeiro dia do festival com um show carregado de uma grande energia e bom humor característica marcante de seu vocalista. Mostrando que as preocupações com sua voz foram exageradas, Dave conduziu a plateia com maestria durante as 02he30 de apresentação.
Começando a apresentação com ‘All my life’, o grupo fez uma viagem por toda sua carreira, agradando a todos desde mais novos aos mais velhos. Divulgando o bem sucedido "Wasting Light", lançado ano passado Grohl não deixou de lado grandes hits. O ex-baterista  do Nirvana fez um setlist relembrando grandes sucessos desde do primeiro álbum de 1995.
As mais de 75mil pessoas foram ao delírio com a performance de Dave na bateria, acompanhando Taylor Hawkins nos vocais  na música  "Cold Day in the Sun". Um show repleto de momentos divertidos e com grande desenvoltura da banda, recheados de solos individuais.
A primeira vez da banda em São Paulo teve 26 músicas, contando com covers de Pink Floyd com a música ‘In the flash?’ e "Feel Good Hit of the Summer", do Queens of The Stone Age.
O Bis contou com a participação já recorrente nas ultimas apresentações da banda da roqueira Joan Jett com duas performances  "Bad Reputation" e o clássico consagrado por ela  "I Love Rock And Roll", tocado somente no Brasil. Por Fim, o primeiro dia acabou com o clássico “Everlong’.

                                                Foto: Ricardo Matsukawa/Terra