terça-feira, 28 de abril de 2015

Surpresas, reencontros e muito peso marcam a primeira noite do Monsters Of Rock

Ver Ozzy, Judas Priest e Motörhead com certeza é muito bom, mas fazer isso na companhia de amigos e, ainda ter a possibilidade de criar novas amizades é muito melhor.

Eu já tinha ótimas expectativas do Montes Of Rock, mas estas expectativas foram superadas. Antes de ir ao Anhembi, local do evento, reencontrei a Carol, uma amiga que não via há  mais de 10 anos, isso já valeu minha viagem.

Ela está morando e trabalhando em São Paulo e, curiosamente, na parte técnica de uma televisão.

Para minha surpresa, ela se juntou ao meu grupo de amigos, formado por Raimundo, Fausto, Fernando  e eu, para um dia de rock pesado. 

 Foto: Fernando
 
Eu, Carol, Raimundo e Fausto no portão 19
Logo na entrada do portão 19, o grupo percebeu a vantagem de ter, entre seus integantes, uma pessoa com deficiência. Bem para quem não me conhece, tenho um pequeno problema no lado esquerdo, mas que não me atrapalha em nada, aliás, gosto muito dele, afinal é uma parte minha.

Tirando esta pequena explicação, fora do contexto, vamos ao que importa. Ao ver o tamanho da fila, os meus amigos pegaram um “pequeno atalho” para entrar no festival, minto dois deles se separaram para buscar ingressos.

Então, os três mosqueteiros, Carol, meu velho companheiro e irmão, Raimundo, e eu entramos no festival. Logo de cara, notei o palco um pouco longe. Então pedi o auxilio dos bombeiros para me acompanhar, juntamente com meus amigos até o palco.

Segunda surpresa do dia, o bombeiro, que estava trazendo a cadeira de rodas, lembrou-se de mim. Isso porque, há menos de um mês, o mesmo profissional, que infelizmente não me recordo o nome, me ajudou no Lollapalooza, na ocasião, nós demos uma volta em Interlagos.

O meu “motorista” parou na área destinada para pessoas com deficiência, que para variar é longe do palco e pequena. Resultado, deixei a cadeira de rodas lá e fui mancando um pouco mais para frente, tudo na companhia dos meus amigos.
Agorinha vou pular a grade

Nós ficamos na grade lateral, perto da produção que transmitia o evento. Foi um pulo para a Carol passar a grade, cumprimentar o pessoal e, ainda de quebra conseguir um freelance. Ficamos lá, eu e o Raimundo na grade, enquanto a Carol se acomodava na produção para dirigir as filmagens do próximo show. Rival Sons tocou, ela ganhou uma folguinha e levou água para a gente, olha, precisava tava quente e a água tava cara.


Pouco tempo depois, a terceira boa notícia, Dudu, um cara superlegal que estava trabalhando com a Carol, chegou, conversou comigo e me deu uma pulseirinha de acesso livre. Falei com o Raimundo, ele ficou de boa, no mesmo lugar até o fim da noite. 

Para passar a grade, teria que andar um bocado, com uma multidão no caminho ficou difícil, solução? Pular a grade. Claro precisava de ajuda, foi aí que aconteceu mais uma surpresa. O segurança me reconheceu do SWU e, com a ajuda dele e mais a do pessoal que estava próximo a mim, pulei a grade.

Acesso livre, colei na frente do palco. Detalhe mesmo com a pulseira, os bombeiros, que não me conheciam, ficaram preocupados com o meu equilíbrio, por conta do piso ser desnivelado e, por isso queriam me tirar daquele lugar. 

Dei um pouquinho de trabalho para a Carol, ela teve que me buscar e explicar a situação e, depois de um tempo conversando, fui ficar com a equipe da produção.

Foto: Carol
Olha a turma trabalhando
Enquanto a Carol trabalhava, eu curtia os shows do  Motörhead com o Sepultura, Judas Priest e Ozzy. Eu conheci várias pessoas. O que foi emocionante. Perceber que o Francisco, o Edmilson, o Dudu e, toda a galera da Jotaeme Produções se divertiu trabalhando, me fez confirmar um pensamento que tenho, o importante é ser feliz, Só tenho que agradecer o carinho que  tiveram comigo, sensacional. A Carol suou a camisa literalmente e, mesmo trabalhando curtiu cada momento. 

Com o fim do evento me despedi da Carol, reencontrei o Raimundo, que estava super cansando e feliz com os shows que acompanhou. Lógico, peguei a cadeira de rodas novamente e fui até o ponto de encontro da excursão.

Um dos melhores eventos que já fui, cheio de surpresas, reencontros e rock pesado. Só posso pedir mais.




segunda-feira, 27 de abril de 2015

Judas Priest faz melhor show e ofusca Ozzy na primeira noite do ‘Monsters Of Rock’

Já imaginou “Ace of Spades” e “Overkill”, clássicos do Motörhead, na voz do Andreas Kisser, guitarrista do Sepultura? Não, pois é, foi isso que  aconteceu.  A primeira noite do “Monters” Of Rock”, neste sábado (25), foi marcada por uma performace, no mínimo inusitada do Motörhead.

Em virtude de um problema estomacal, segundo a assessoria de imprensa do evento, o líder e vocalista do grupo, Lemmy Kilmister, não pôde realizar o show. Para matar a vontade, ou deixar grande parte  da massa, que lotou a arena Anhembi (SP), com água na boca,  o Sepultura se juntou a Phil Campbell, guitarrista, e Mikkey Dee, baterista, do  Motörhead, para uma mini apresentação, lógico tudo de última hora, sendo assim, pode-se dizer que esta parceria deu muito certo.


Com muito peso, as bandas levantaram o público e gritou ‘Lemmy’,em homenagem ao vocalista do grupo inglês. Porém, quem é fã da banda, como eu, a falta do lendário roqueiro fez a noite perder um pouco do brilho.

Com a galera animada era chegada a vez do Judas Priest subir no palco e fazer o melhor show da noite. E, quem foi para ver a força vocal de Rob Halford não se decepcionou. Além de mostrar que está em excelente forma, a apresentação da banda inglesa foi estendida por conta da performance reduzida da atração anterior, fato que levaram os fãs a loucura.

Foto: João Lucas


A empolgação da massa era  tanta que Rob  voltou duas vezes ao palco após, teoricamente,ter encerrado a apresentação. Com isso,, o Judas tocou 15 músicas, a maioria sucessos que consagraram o grupo. Dentre elas “Love Bites”, “Breaking Law”,“Painkiller”, entre vários outros. Claro, Rob levantou a multidão ao aparecer pilotando sua potente moto, ao som de "Hell Bent for Leather" Outro fator interessante, é que o telão, montado no palco, mostrava diferentes  imagens conforme a performance da banda acontecia.

Foto: Carolina da Luz


Depois da acachapante apresentação do Judas Priest coube ao Ozzy fechar a noite. Conhecido pelo seu carisma, o príncipe das trevas, levou a massa ao delírio ao tocar sucessos do Black Sabbath como: “Paranoid”, “War Pigs”,”Iron Man” e” Fairies Wear Boots”. Porém, por mais que ele tentasse animar o público com gritos “Eu amo vocês”, parecia que a galera já estava “morta”. A meu ver, o Ozzy ainda tem gás, mas, ele precisa saber escolher, ou quem sabe estender sua setlist.

Com muitos sucessos na carreira, de mais de 40 anos, 13 canções é um número muito baixo. Claro, tem que se considerar a idade avançada, mas de todo modo, eu esperava algo mais. Talvez seja pedir demais, mas infelizmente, esta apresentação do Ozzy não foi a melhor que eu já vi.

Foto: João Lucas

Além dos “Monstros”  consagrados do rock, o festival, como característica, trouxe várias bandas, e uma delas se destacou. Rival Sons trouxe um som que nos lembra o rock dos anos 70 e o vocalista, Jay Buchanan, com uma voz super potente.

E a primeira noite do festival teve surpresas desagradáveis, performances surpreendentes e um mito do rock fechando a noite.

Claro não poderia terminar esta matéria sem demonstrar minha indignação com a área destinada á Pessoa Com Deficiência, mais uma vez longe do palco e limitando estas pessoas de curtirem a verdadeira “vibe” de um festival. E, por isso, não fiquei nela.